
A Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (Derrfva) deflagrou a 2ª fase da Operação Carcaça contra uma organização criminosa especializada em receptação qualificada, adulteração de sinal identificador veicular e lavagem de capitais. Ao todo, foram cumpridas 56 ordens judiciais expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá (a 234 Km de Primavera do Leste). As medidas miram 10 pessoas físicas e 4 empresas, resultando na apreensão de cinco veículos, no bloqueio de R$ 25,5 milhões em ativos financeiros (com limites de R$ 7,8 milhões para pessoas físicas e R$ 17,5 milhões para jurídicas) e no congelamento de imóveis e transferências veiculares.
As apurações apontam que o grupo estruturava a receptação de peças de veículos roubados e furtados em diversos estados, comercializando o material em lojas de autopeças na Capital. Entre janeiro de 2019 e julho de 2023, o esquema movimentou mais de R$ 33 milhões em créditos distribuídos por mais de 70 contas bancárias em 24 instituições financeiras — volume significativamente maior do que o detectado na primeira fase. O objetivo desta nova etapa é descapitalizar o grupo para cessar as atividades do mercado paralelo.
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A deflagração da 2ª fase da Operação Carcaça soma-se a uma série de ações integradas da Segurança Pública de Mato Grosso nos últimos três meses para desarticular a cadeia do crime veicular — desde o furto na ponta até a receptação e desmanche:
Operação Conexão CPA (Agosto/2026): A Derrfva cumpriu 13 mandados contra uma associação criminosa voltada ao furto de caminhonetes de luxo (principalmente Hilux) na Região Metropolitana de Cuiabá. A ação focou na ponta executora dos furtos que alimentava a cadeia de receptadores.
Operação Décimo Mandamento (Maio/2026): Alvo da Polícia Civil em Cuiabá e Várzea Grande, o grupo atuava no arrombamento de caminhonetes para furto de itens internos e repasse ilegal de veículos de apoio usados na logística.
Ações contra Desmanches Clandestinos: Além das grandes operações financeiras da Capital, diligências recentes no interior — como a desarticulação de pontos de desmanche no assentamento Cabocla e no Distrito Industrial de Jaciara — mostram o esforço contínuo para interromper o fluxo de peças roubadas que abastece o comércio ilegal.
Fonte: Click F5





