
Relatório técnico da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) mostram que a missionária Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida tem uma tatuagem com a inicial de Renildo Silva Rios, apontado como um dos fundadores do Comando Vermelho (CV) em Mato Grosso. Ela também mantinha uma peça íntima escrita “Velhote”, alcunha pelo qual o suspeito é conhecido, com quem mantinha um relacionamento amoroso.
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Como já informado, Rhavenna atuava como missionária em um projeto religioso na Penitenciária Central do Estado (PCE). Ela foi presa no dia 16 de julho, quando foi alvo da Operação Fariseus, deflagrada pela GCCO e Draco.
Conforme o relatório ao qual o teve acesso, por meio do grupo de evangelização, Rhavenna e a mãe conseguiam acesso a vários presos, de diferentes raios. Após se relacionar com Jonas Souza Gonçalves Junior, conhecido como Batman, apontado como liderança da organização criminosa, Rhavenna passou a se relacionar com Renildo Silva Rios: vulgo “Veio”, “Velho” e “Chapa”, também líder do Comando Vermelho preso na PCE.
Fotos obtidas pela Polícia Civil mostram Rhavenna e Renildo aos beijos dentro do presídio, durante visitas do projeto religioso do qual ela fazia parte. “Tais registros, somados à existência de fotografias produzidas dentro do presídio por meio de aparelho celular, reforçam que a aproximação mantida sob a justificativa de evangelização extrapolava a assistência religiosa e assumia caráter pessoal, afetivo e de estreita convivência com lideranças do CVMT, evidenciando o desvirtuamento do projeto”, diz trecho do documento.
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No último dia 12 de junho, Dia dos Namorados, de dentro da PCE, Renildo fez uma videochamada com Rhavenna, onde a presenteou com buquê de flores, cesta, caixa de presente contendo rolos de cédulas de R$ 100, passagem de viagem aérea e cartão com fotografia do casal.
Em outros momentos, ainda é mostrado alianças e pulseira personalizada com as iniciais “R e R”. Também foi revelado que Rhavenna tatuou a letra “R” na lombar, em homenagem ao namorado. Ela ainda utilizava peça íntima personalizada com o nome “Velhote”, em referência a Renildo.
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“O conjunto evidencia relação amorosa consolidada e acompanhada de benefícios materiais relevantes, reforçando que a aproximação entre ambos ultrapassava qualquer finalidade religiosa e se inseria em contexto de favorecimento e suporte financeiro por parte do preso”, acrescenta a denúncia.
A passagem aérea comprada por Renildo partia de Cuiabá com destino a Porto Seguro (BA). O pacote, para Rhavenna e o filho, de 11 anos, incluía seis diárias em um hotel beira-mar na cidade, com café da manhã e outros serviços inclusos.
Família denunciada pelo MP
Como já informado, Rhavenna, a mãe, duas irmãs e um primo foram denunciados pelo Ministério Público de Mato Grosso por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho, em Cuiabá. Foram denunciados:
Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida: denunciada por lavagem de dinheiro e integrar organização criminosa; apontada como uma das principais responsáveis pela comunicação entre presos e integrantes da organização fora das unidades prisionais e também teria participado da movimentação de dinheiro.
Orminda Carlos de Barcelos Almeida: mãe de Rhavenna; denunciada por lavagem de dinheiro e integrar organização criminosa. Investigada por auxiliar na comunicação com presos, no recebimento de valores e na suposta lavagem de dinheiro.
Renildo Silva Rios: vulgo “Veio”, “Velho” e “Chapa”, apontado como namorado de Rhavenna; denunciado por lavagem de dinheiro e integrar organização criminosa. Seria integrante do Comando Vermelho. Teria sido uma das principais fontes dos valores.
Rhuan Barcelos da Conceição: primo de Rhavenna; denunciado por lavagem de dinheiro. Era um dos responsáveis por armazenar dinheiro em espécie, em sua casa, e, posteriormente, entregá-los para Rhavenna.
Anatany Nina de Barcelos Souza Alves: irmã de Rhavenna; denunciada por lavagem de dinheiro. Ajudava na realização de depósitos e movimentações bancárias.
Lo Rhuama Barcelos de Almeida Gobbi: vulgo “Lolo”, também irmã de Rhavenna; denunciada por lavagem de dinheiro. Acusada de participar da movimentação dos valores e de receber benefícios financeiros e materiais.
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Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida; Renildo Silva Rios, vulgo “Veio”; Orminda Carlos de Barcelos Almeida; Rhuan Barcelos da Conceição; Anatany Nina de Barcelos Souza Alves; e Lo Rhuama Barcelos de Almeida Gobbi
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Fonte: RD News





