
Conexão Poder
Pivetta citou ações emblemáticas do governo mato-grossense, como a estadualização da BR-163 e o projeto da Ferronorte.
ANA CRISTINA VIEIRA
DO CONEXÃO PODER
Em entrevista ao Conexão Poder, o governador de Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), apontou sua indignação com gargalos históricos na gestão pública e na infraestrutura do país, criticando a ineficiência estatal e destacando ações emblemáticas do governo mato-grossense, como a estadualização da BR-163 e o projeto da Ferronorte.
“Essa indignação da ineficiência do Estado brasileiro, por exemplo, eu não me conformo. Eu não me conformo que um país com as riquezas que o Brasil tem ainda tenha miséria, não é natural, não é normal”, afirmou.
Ao abordar os desafios de infraestrutura, Pivetta usou como exemplo o processo de assumir a gestão da BR-163, rodovia federal marcada por altos índices de acidentes fatais no estado. Ele afirmou que a postura da gestão estadual foi a de assumir a responsabilidade diretamente.
“Uma coisa que vocês nunca vão ver em mim é um cara acovardado. É problema nosso, então é com nós mesmo. A 163, por exemplo, é uma rodovia federal. Tudo que nós podíamos, um governo normal faria: ‘Não, isso é problema federal, é uma rodovia federal’. Só que quem tava morrendo na rodovia eram os nossos irmãos mato-grossenses, mulheres, homens, famílias inteiras”, pontuou.
Pivetta comentou sobre as articulações que permitiram ao Estado adquirir o controle da concessionária responsável pela via.
“E chegou um ponto que nós encontramos uma brecha, uma possibilidade de assumir esse negócio, e olha só o que nós fizemos: nós ficamos 10 meses articulando, fazendo reuniões na ANTT, fazendo reuniões com o TCU, fazendo reuniões no Ministério do Transporte, conversando com a concessionária da época, que compramos por R$ 1. Nós ficamos 10 meses, ninguém descobriu, foi um segredo de estado 10 meses. Porque se tivessem descoberto, não teria dado”, revelou.
Pivetta assegurou que as grandes intervenções de infraestrutura não comprometeram as contas públicas estaduais.
“Além de fazer tudo isso, nós ainda conservamos o equilíbrio fiscal do Estado, que paga em dia seus compromissos, que premia a nossa equipe inteira da educação com 14º e 15º salário, que provê todos os serviços essenciais cada vez com mais qualidade”, disse.
Confira:
Fonte: Repórter MT





