A Polícia Civil procura Gleison Corrêa dos Santos, conhecido como “Disciplina da Facção”, investigado pelo assassinato de Gabriel Martins Pereira, de 25 anos, ocorrido em novembro de 2024, em Cuiabá. Ele é o único dos quatro alvos da Operação Silenciar que permanece foragido. A suspeita dos investigadores é de que esteja escondido no Rio de Janeiro.
A operação foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (14), após a conclusão do inquérito conduzido pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A Justiça expediu quatro mandados de prisão contra pessoas apontadas como envolvidas no crime, todas integrantes do Comando Vermelho (CV), mesma facção da qual a vítima fazia parte.
Durante a ação, foram presos o advogado Ênio Martimiano da Cunha Júnior, Geison dos Santos Nascimento, conhecido como “Todynho” ou “Americano”, e João Paulo Corbelino Costa. As ordens judiciais foram expedidas pela 12ª Vara Criminal de Cuiabá.
Gabriel foi assassinado na madrugada de 8 de novembro de 2024, no bairro Siriema, na capital. Conforme as investigações, ele teria sido sequestrado e torturado antes de ser executado com 16 tiros e 15 golpes de faca.
A principal linha investigativa aponta que o homicídio teria sido motivado por vingança. Integrantes da facção suspeitavam que Gabriel havia fornecido informações às forças de segurança, o que teria levado a Polícia Militar a apreender uma quantidade expressiva de drogas.
Entre os presos está Ênio Martimiano da Cunha Júnior, apontado pela Polícia Civil como coautor do assassinato. Os investigadores também suspeitam que ele prestava suporte jurídico à organização criminosa há anos. Representantes da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT) acompanharam a prisão.
A apuração reuniu provas periciais, análise de imagens, dados de monitoramento eletrônico e informações de inteligência policial. Segundo a Polícia Civil, os elementos permitiram individualizar a conduta dos quatro investigados e concluir o inquérito.
Gleison continua sendo procurado. A Polícia Civil não confirmou a localização exata do suspeito, mas trabalha com a hipótese de que ele tenha deixado Mato Grosso e esteja no Rio de Janeiro.




