O juiz Vagner Dupim Dias, da Vara Criminal de Tangará da Serra (a 481 Km de Primavera do Leste), manteve a prisão preventiva do cabo da Polícia Militar Mayko Aparecido de Souza Almeida. O militar é acusado de matar a tiros Alexandre Bruno Alves Gomes, de 31 anos, dentro de uma casa noturna no último domingo (11).
Durante o interrogatório, o policial alegou ter agido em legítima defesa. No entanto, o magistrado destacou na decisão que a tese foi prontamente desmentida pelos depoimentos prestados por testemunhas no local.
Uma das testemunhas relatou ter tido desentendimentos anteriores com o policial, inclusive com histórico de agressão física cometida pelo militar. Outro relato apontou que, embora tenha havido uma discussão breve e troca de empurrões entre os dois, Alexandre não agrediu o policial e foi alvejado no momento em que já se afastava do PM.
Diante dos fatos, o juiz entendeu que a manutenção da prisão é fundamental para assegurar o andamento regular das investigações e impedir qualquer tipo de interferência no processo.
“Nesse contexto, a liberdade do flagranteado põe em risco a colheita livre da prova oral, ainda incipiente, atraindo a CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL como outro fundamento autônomo”, registrou o magistrado em trecho da decisão.
CONTEXTUALIZAÇÃO E DESDOBRAMENTOS RECENTES
Apresentação e procedimento interno: Após o crime no bairro Aeroporto, o militar se apresentou espontaneamente no 19º Batalhão da Polícia Militar de Tangará da Serra. A corporação instaurou um procedimento administrativo disciplinar para apurar a conduta do agente e declarou publicamente que não tolera desvios de conduta, abusos de autoridade ou atos de violência praticados por seus integrantes.
Posicionamento da casa noturna: A administração da boate emitiu nota repudiando o ato de violência ocorrido nas dependências do estabelecimento e informou que está colaborando com a Polícia Civil e fornecendo imagens das câmeras de segurança para ajudar no esclarecimento da motivação do crime.
Investigação em andamento: A Polícia Civil segue ouvindo frequentadores e funcionários do local para determinar o que motivou o desentendimento inicial que resultou nos disparos.
Fonte: Click F5




