Do Estadão
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou na manhã desta terça-feira, 20 de outubro, uma operação e cumpre diversos mandados contra 13 vereadores de Várzea Grande e dois de Cuiabá. Segundo informações obtidas pela reportagem, a ação está relacionada a suspeitas de compra e venda de votos nas eleições das Mesas Diretoras das Câmaras Municipais das duas cidades.
Entre os alvos está os vereadores da Capital, Ilde Taques e Alex Rodrigues.
Em Várzea Grande, a eleição da Mesa Diretora já havia sido alvo de denúncias de suposta compra de votos e corrupção. Em maio deste ano, o Gaeco iniciou uma investigação sobre possíveis irregularidades nas articulações para a escolha do comando do Legislativo municipal.
No município, Wanderley Cerqueira (MDB) foi reeleito presidente em 14 de maio, após uma disputa acirrada contra Lucas do Chapéu do Sol (PL). A chapa vencedora recebeu 12 votos, contra 11 da oposição. Também foram eleitos Dr. Miguel Júnior (Cidadania), primeiro vice-presidente; Wender Madureira (Republicanos), segundo vice-presidente; Gisa Barros, primeira-secretária; e Lucélia de Oliveira (Agir), segunda-secretária.
Já em Cuiabá, o vereador Ilde Taques (Podemos) foi eleito presidente da Câmara Municipal no dia 6 de outubro, com os votos dos 27 parlamentares. Ele comandará o Legislativo no biênio 2027/2028, ao lado de Eduardo Magalhães, Maria Avalone, Adevair Cabral e Michelly Alencar, que também integram a nova Mesa Diretora.
A reportagem apurou não há cumprimento de mandados de busca e apreensão na sede da Câmara Municipal de Várzea Grande. As diligências são direcionadas aos vereadores investigados.
Até o momento, não foram divulgados os nomes dos parlamentares envolvidos, os crimes investigados nem a quantidade total de mandados expedidos pela Justiça.




