Foto: Mayke Toscano
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) criticou a atuação do governo federal na segurança pública de Mato Grosso e afirmou que a União não contribui para a proteção do estado, especialmente na fronteira com a Bolívia. A declaração foi feita nesta quarta-feira (21), ao ser questionado sobre como seria sua relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), caso o petista seja reeleito no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25).
Pivetta afirmou que respeitará o resultado das urnas, mesmo apoiando a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), mas deixou claro que pretende cobrar do governo federal maior presença das forças de segurança na região de fronteira.
“Se isso acontecer, eu vou aceitar, como todo brasileiro deveria, e buscar um relacionamento institucional respeitoso, chamar atenção para aspectos, como é o da segurança pública, por exemplo, que o governo federal não contribui em nada para a segurança pública no estado do Mato Grosso. Mas não é de agora, não é de agora”, declarou.
O governador destacou que Mato Grosso possui cerca de 900 quilômetros de fronteira com a Bolívia e afirmou que a responsabilidade pela vigilância da região não deve ficar concentrada nas forças estaduais.
“Nós temos uma fronteira de 900 quilômetros, que não é a divisa do Mato Grosso com a Bolívia, é a divisa do Brasil com a Bolívia”, afirmou.
Pivetta também cobrou maior participação do Exército e das Forças Armadas na proteção do território nacional. Segundo ele, uma atuação federal mais efetiva permitiria ao governo estadual concentrar policiais e recursos de inteligência no combate à criminalidade dentro de Mato Grosso.
“Eu vou convidar o presidente, e me parece que o Plano Nacional de Segurança está para ser aprovado no Congresso Nacional, o governo federal cumprir com essa obrigação básica, que é fazer a vigilância da fronteira”, disse.
“E aí sobra a nossa inteligência, a nossa força de trabalho para cuidar da segurança interna no estado. Aí vocês vão ver a beleza que vai ser”, acrescentou.
Fonte:Estadão MT




