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STJ mantém prisão de Sérgio Ricardo, que vai passar feriado em cela do Bope em Cuiabá

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo de Almeida, vai passar o feriado prolongado preso em uma cela do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), em Cuiabá. A prisão preventiva do conselheiro foi mantida pelo ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), responsável pela decisão que autorizou a Operação Tomada de Contas, deflagrada nesta quinta-feira (29).

Sérgio Ricardo deixou há pouco a carceragem da Polícia Federal, onde estava detido, e foi encaminhado diretamente ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização do exame de corpo de delito. Após o procedimento, o conselheiro será transferido para uma cela do Bope, localizado no bairro Centro América, na capital mato-grossense.

A manutenção da prisão significa que Sérgio Ricardo continuará privado de liberdade durante o feriado prolongado. Nesta sexta-feira (30), será comemorado o Dia do Servidor Público no âmbito do calendário administrativo, enquanto a segunda-feira (2) será marcada pelo feriado de Finados. Até eventual nova decisão judicial, o presidente do TCE-MT permanecerá sob custódia.

A prisão preventiva foi decretada no âmbito de uma investigação da Polícia Federal que apura suspeitas de corrupção, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e organização criminosa no Tribunal de Contas. Sérgio Ricardo é apontado pelos investigadores como possível responsável pelo comando de uma estrutura que teria utilizado pagamentos administrativos para movimentar valores milionários e converter parte dos recursos em dinheiro vivo.

Segundo a decisão judicial, a Polícia Federal identificou movimentações financeiras consideradas suspeitas de aproximadamente R$ 75,8 milhões em um período de 294 dias de 2025. Desse montante, R$ 15,4 milhões foram atribuídos a pagamentos destinados a Sérgio Ricardo. A investigação também identificou 150 saques em espécie, que somam cerca de R$ 15,6 milhões.

Ao decretar a prisão preventiva, Og Fernandes considerou que o poder de influência exercido pelo conselheiro sobre a estrutura administrativa do TCE-MT poderia comprometer a produção de provas e permitir a continuidade das práticas investigadas. O magistrado também destacou que medidas alternativas, como o afastamento do cargo e a proibição de contato com servidores, não seriam suficientes para neutralizar os riscos identificados.

Além de Sérgio Ricardo, a decisão determinou a prisão preventiva de outros cinco investigados apontados como integrantes do núcleo operacional do suposto esquema. O STJ também impôs medidas cautelares a outros 15 envolvidos, incluindo conselheiros e servidores, com restrições de acesso ao Tribunal, suspensão de funções e proibição de contato com pessoas relacionadas à investigação. As prisões são cautelares e não representam condenação.

OPERAÇÃO TOMADA DE CONTAS

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (29) a Operação Tomada de Contas, que investiga possíveis irregularidades na gestão de contratos administrativos e nos pagamentos realizados pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso. A ofensiva mobilizou mais de 180 policiais federais para o cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Fonte: Esporte e Notícias