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Veja quanto cada investigado teria movimentado em esquema no TCE-MT |

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Reprodução

Uma tabela elaborada pelo , com base na decisão que desencadeou a Operação Acerto de Contas nesta quinta-feira (29), reúne valores atribuídos a 21 pessoas citadas na investigação sobre pagamentos e saques ligados ao Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT).

Os dados constam na decisão do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ao todo, seis investigados tiveram a prisão preventiva decretada, enquanto outros 15 foram submetidos a medidas cautelares.

A maior cifra atribuída a um investigado é a de Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, que soma R$ 32,3 milhões. Desse montante, R$ 31,6 milhões teriam sido movimentados por meio de 179 ordens bancárias avulsas.

O presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo de Almeida, aparece com R$ 15,4 milhões em créditos e R$ 15,6 milhões em saques. A decisão, no entanto, alerta que os valores não devem ser somados, uma vez que podem representar diferentes etapas de uma mesma movimentação financeira.

Já Gustavo Fernandes da Silva teria recebido R$ 15,8 milhões, dos quais R$ 15,6 milhões teriam sido movimentados em 144 ordens bancárias. Entre os conselheiros, Guilherme Antônio Maluf é citado com R$ 10,6 milhões, enquanto José Carlos Novelli aparece com R$ 8,8 milhões.

Felipe José Glinke, assessor jurídico da Presidência, também figura na relação, com R$ 9,9 milhões.

Os registros analisados incluem ordens bancárias, créditos em conta, pagamentos realizados por fornecedores e saques em espécie. Segundo a investigação, Roseli Loss teria realizado saques que totalizam R$ 3,5 milhões. Em seis ocasiões, parte do dinheiro retirado por ela teria sido entregue a Adriangelo Barros Antunes, que também teria recebido cerca de R$ 2,2 milhões em suas contas, conforme a decisão.

A apuração aponta que recursos de empresas contratadas pelo TCE-MT teriam circulado entre pessoas ligadas à estrutura do órgão. A principal hipótese investigada é a de favorecimento a fornecedores em troca de contrapartidas financeiras.

A Polícia Federal identificou 1.624 pagamentos feitos, em 2024, a 94 pessoas jurídicas. A decisão também descreve saques fracionados e movimentações em dinheiro vivo, além de operações registradas em 2026 que, na avaliação do ministro, indicariam a permanência da estrutura investigada.

O documento menciona novos saques, pagamentos do TCE-MT e mudanças no padrão das operações após diligências policiais. Os seis alvos de prisão foram apontados como integrantes do núcleo operacional da estrutura investigada, aos quais são atribuídas funções de comando, movimentação financeira e circulação de dinheiro.

Os outros 15 investigados foram afastados de suas funções e proibidos de acessar as dependências e os sistemas do Tribunal. Também estão impedidos de manter contato entre si e de deixar o país.

A decisão determina ainda que o TCE-MT preserve registros de pagamentos, ordens bancárias, e-mails e imagens de segurança. Além disso, a cooperativa Sicoob deverá informar a realização de saques ou provisionamentos em espécie superiores a R$ 10 mil.

Os valores reunidos na tabela correspondem às quantias atribuídas aos investigados nos autos e não representam, por si só, condenação. A investigação continua em andamento, com perícias e análise de documentos para esclarecer a origem e o destino dos recursos.

Com a prisão de Sérgio Ricardo, o vice-presidente Waldir Teiss assumiu a presidência do TCE-MT. O órgão voltará a funcionar somente na próxima terça-feira.

CONFIRA:

HNT

 

Fonte: Hiper Notícias