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De chefes de gabinete a consultores jurídicos: Waldir Teis exonera 16 servidores

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TCE-MT

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Waldir Júlio Teis, determinou a exoneração de 16 servidores ocupantes de cargos em comissão na instituição. Os atos foram publicados nesta terça-feira (3), no Diário Oficial de Contas, após a Operação Tomada de Contas, deflagrada pela Polícia Federal na última quinta-feira (29).

A medida atinge integrantes da estrutura administrativa do Tribunal, incluindo consultores jurídicos, assessores, secretários executivos e chefes de gabinete. Cinco dos exonerados tiveram a prisão preventiva decretada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), enquanto os outros 11 foram afastados cautelarmente de suas funções.

Confira os 16 servidores exonerados:

1. Grhegory Paiva Pires Moreira Maia – Consultor Jurídico-Geral;
2. Gustavo Fernandes da Silva – Assistente Jurídico;
3. Felipe José Glinke – Assessor Jurídico da Presidência;
4. Adriangelo Barros Antunes – Secretário Executivo de Comissão Permanente;
5. Roseli Loss – Chefe de Gabinete de Sérgio Ricardo;
6. Adjair Roque de Arruda – Secretário Executivo de Planejamento;
7. Carlos Alexandre Pereira – Secretário do Sistema de Controle Interno;
8. Carlos Felipe Oliveira Almeida – Assessor Técnico Financeiro;
9. Carlos Romeu Rodrigues Medeiros – Consultor Técnico-Jurídico I;
10. Edson Luiz Ribeiro de Oliveira – Coordenador do Núcleo de Execução Orçamentária e Contábil;
11. Eneias Viegas da Silva – Secretário Executivo de Gestão de Pessoas;
12. Jocimauro Bento do Carmo – Consultor Técnico Jurídico de Comissão Permanente;
13. Maurício Marques Júnior – Secretário Executivo de Orçamento, Finanças e Contabilidade;
14. Márcio Antônio Silvério – Assessor Técnico Jurídico do Gabinete do Procurador de Contas;
15. Olavo Lage Filho – Secretário Executivo de Comissão Permanente;
16. Vitor Turri Romano – Chefe de Gabinete de Comissão Permanente.

Entenda o esquema investigado

A Operação Tomada de Contas investiga suspeitas de irregularidades em contratos administrativos e pagamentos milionários realizados pelo TCE-MT.

Segundo a Polícia Federal, portarias editadas sob a justificativa de dificuldades orçamentárias teriam sido utilizadas para suspender contratos e pressionar empresas fornecedoras. A investigação também apura pagamentos feitos fora da folha convencional e movimentações financeiras consideradas suspeitas.

O orçamento do Tribunal, contudo, cresceu de R$ 763,8 milhões em 2023 para R$ 786,7 milhões em 2024, chegando a R$ 826,3 milhões em 2025, conforme os dados apresentados sobre o caso.

A operação resultou na prisão preventiva de Sérgio Ricardo de Almeida, então presidente da Corte, e de outros cinco servidores. Conselheiros e integrantes da estrutura administrativa também foram afastados por decisão do STJ.

Waldir Teis assumiu oficialmente a presidência nesta terça-feira (3), com a missão de manter as atividades do Tribunal em funcionamento. As investigações continuam e as medidas judiciais não representam condenação dos envolvidos.



Fonte:Estadão MT