
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) cobrou que todos os envolvidos no assassinato do advogado Renato Nery sejam julgados e responsabilizados, após a condenação de Alex Roberto de Queiroz e Silva a 33 anos e 10 meses de prisão em regime fechado. Em nota divulgada nesta semana, a entidade afirmou que a punição do executor representa apenas o início da responsabilização pelos envolvidos no crime.
“A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), dois anos após o assassinato do seu ex-presidente, Renato Nery, com o início da responsabilização dos autores do crime, reafirma a sua firme posição de cobrança para que todos os envolvidos neste acontecimento, que abalou e entristeceu a advocacia de Mato Grosso, sejam efetivamente identificados e responsabilizados”, destacou a instituição.
– FIQUE ATUALIZADO: Siga nossas redes sociais e receba informações em tempo real (WhatsApp, Telegram e Instagram)
Renato Nery foi assassinado na manhã de 5 de julho de 2024, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá. O advogado foi baleado quando chegava ao escritório onde trabalhava. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Na última semana, Alex Roberto de Queiroz e Silva foi condenado pelo Tribunal do Júri após confessar ter executado o advogado. Durante o julgamento, ele admitiu ter efetuado os disparos, mas alegou que não havia sido contratado previamente para cometer o crime. Segundo sua versão, decidiu matar Renato Nery após ouvir que haveria uma recompensa de R$ 200 mil pela execução.
A versão, no entanto, diverge das investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e da denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Conforme a acusação, o homicídio foi encomendado em razão de uma disputa judicial envolvendo uma propriedade rural no município de Novo São Joaquim.
O Ministério Público aponta os empresários Julinere Goulart Bastos e César Jorge Sechi como mandantes do crime. A denúncia também atribui aos policiais militares Heron Teixeira Pena Vieira, Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira a função de organizar a execução, recrutar Alex Roberto, fornecer a arma utilizada no assassinato e intermediar o pagamento pelo homicídio.
Durante o julgamento, Alex confirmou que recebeu R$ 100 mil pela execução de Renato Nery. Segundo a investigação, porém, o assassinato foi previamente planejado e executado mediante contratação, com movimentações financeiras destinadas ao custeio da ação criminosa.
Os demais denunciados respondem a ações penais distintas e ainda aguardam julgamento. Para a OAB-MT, a condenação do executor não encerra o caso, sendo necessária a responsabilização de todos aqueles que participaram do planejamento, financiamento e execução do homicídio.
Fonte:Estadão MT




