
Apesar dos vídeos publicados com pedidos mútuos de desculpas, Flávio Bolsonaro (PL) e Michelle Bolsonaro (PL) não se falaram em momento algum.
Reprodução/Redes sociais
Os próximos passos, dizem aliados da ex-primeira-dama, dependerão de novos gestos de Flávio. Isso inclui o papel que Michelle pode desempenhar na campanha presidencial de Flávio após o convite frisado pelo senador em publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (23) para que ela trabalhe com ele.
A intenção manifestada por Michelle a aliados é de colaborar com a campanha do senador à presidência da República, mas fontes pontuam que esperam a manutenção de postura de humildade de Flávio e que ambos precisarão balizar qual é o limite de cada um.
Michelle não deve ir à convenção do PL no sábado (25), que irá oficializar Flávio como candidato. A justificativa apresentada é de que ela deve ficar em casa para cuidar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A reaproximação dos dois foi costurada a partir da intermediação de três interlocutores: a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), e o presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto.
Valdemar foi a primeira pessoa procurada para que o acordo pudesse sair. Aliados de Michelle avaliam que ele foi fundamental para sensibilizar os dois lados e que entende a importância da ex-primeira-dama junto ao eleitorado de direita.
Ao longo da negociação para que os vídeos fossem gravados, diferentes versões foram apresentadas.
Inicialmente, pessoas próximas a Michelle colocaram pré-requisitos que o time de Flávio não topou. Os “bombeiros” da crise foram modulando versões do que cada um falaria até chegar ao texto final.
A intenção de ambos os lados foi trabalhar no convencimento público de que a paz foi selada em prol de um inimigo em comum: o PT. Neste sentido, a ideia é trabalhar com o mote de “todos contra Lula” para unir a direita bolsonarista.
Pessoas próximas de Michelle avaliam que o impacto dos vídeos divulgados em junho que somam 26 minutos e expuseram a crise com Flávio foi um tiro no pé e não trouxe o efeito esperado.
A avaliação é de que os atritos também impactaram outras candidaturas da direita e o cenário eleitoral no Distrito Federal, tanto para as vagas ao Senado quanto para a disputa ao governo do DF.
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Fonte: RD News




