“Ninguém trafica sem aval da facção”, diz delegado sobre possível ligação de autor de feminicídio com CV » Esportes & Notícias

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O delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), apontou uma possível ligação entre o principal suspeito de matar Ana Cristina Pacheco Matos, de 20 anos, e uma organização criminosa. Segundo ele, o investigado possui antecedentes por tráfico de drogas, roubos e furtos, além de já ter passado pelo sistema prisional e utilizado tornozeleira eletrônica.

Durante entrevista nesta segunda-feira (17), o delegado afirmou que a investigação trabalha com a hipótese de envolvimento do suspeito com uma facção, embora a relação ainda precise ser aprofundada pelos investigadores. “Ninguém trafica aqui sem o aval do Comando Vermelho”, afirmou Bruno Abreu ao comentar o histórico criminal do investigado e as informações levantadas durante a apuração.

De acordo com o delegado, o suspeito já teria cumprido pena em regime semiaberto e utilizado monitoramento eletrônico. A Polícia Civil agora busca detalhar os antecedentes e possíveis conexões dele com outros integrantes de grupos criminosos.

A investigação aponta ainda que Ana Cristina teria sido ameaçada antes de ser assassinada. Conforme Bruno Abreu, o suspeito teria feito comentários durante uma discussão que indicavam que a vítima sabia da situação em que ele estava envolvido.

O relacionamento entre os dois teria começado cerca de duas semanas antes do crime. Segundo a apuração, Ana Cristina estaria tentando retomar o relacionamento com o ex-companheiro. A polícia suspeita que o investigado tenha encontrado conversas no celular da jovem e, a partir disso, passado a ameaçá-la.

A vítima foi morta com um disparo na nuca dentro de uma residência, em Cuiabá. O crime teria sido cometido na presença do filho dela, de apenas 3 anos.

Conforme relatado pelo delegado, o disparo atingiu a região cervical da vítima e a munição ficou alojada na coluna, entre as vértebras C3 e C4.

Bruno Abreu afirmou que médicos informaram à polícia que, caso Ana Cristina tivesse sobrevivido aos ferimentos, poderia ficar tetraplégica.

A Polícia Civil afirma ter reunido elementos considerados suficientes para solicitar a prisão do suspeito. A ordem judicial foi expedida, mas, até o momento, ele permanece foragido.

Além do feminicídio, a Polícia Civil apura o que ocorreu na loja onde o suspeito trabalhava. O estabelecimento foi encontrado com diversos objetos quebrados e produtos desaparecidos após as diligências realizadas pela polícia.

Segundo Bruno Abreu, o imóvel havia sido fechado pela equipe policial depois da coleta de informações e imagens. Posteriormente, foi constatado que o local havia sido violado.

A investigação agora tenta identificar os responsáveis pelo furto e verificar se existe alguma ligação com o círculo de convivência do suspeito. “Nós vamos investigar até para saber se foi alguém da turma dele que veio aqui”, declarou o delegado.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que mantém as buscas pelo principal suspeito e também pretende esclarecer eventual participação de outras pessoas nos crimes relacionados ao caso.

Fonte: Esporte e Notícias