A mulher que estava presa preventivamente pela suspeita de assassinar a própria filha, de 1 ano e 8 meses, foi encontrada sem vida na tarde desta quinta-feira (17) na cela da Delegacia de Juara, a 300 quilômetros de Sinop. Segundo o delegado Carlos Henrique Engelmann, ela tirou a própria vida utilizando o cobertor da cela.
O caso começou a ser investigado após o Poder Judiciário acionar a Polícia Civil durante a tramitação de um processo de pensão alimentícia e regulamentação de visitas, movido pelo pai da criança. Foi constatado que a menina não era vista havia aproximadamente dois anos.
Durante as investigações, a mulher compareceu espontaneamente à delegacia. Inicialmente, afirmou que teria entregue a filha a uma desconhecida em Campinas (SP), versão descartada pelos policiais. Em seguida, já acompanhada de advogado, ela confessou ter enterrado o corpo da criança em uma cova rasa nos fundos do sítio onde morava, em Juara, e detalhou que matou a menina por asfixia, com um saco plástico preto.
Desde quarta-feira (16), equipes da Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Politec realizam escavações no local indicado. Até o momento, no entanto, o corpo da criança não foi encontrado. Segundo o delegado, a mulher não apontou com exatidão o local e mencionou alternativas, o que dificulta os trabalhos em uma área de mata, lodosa e pantanosa.
Questionado sobre a motivação do crime, Engelmann afirmou que a investigação aponta para um possível sentimento de vingança contra o pai da criança, em razão de traições. A mulher também teria mencionado em outros momentos que não tinha condições de criar a filha.
O delegado relatou que a investigada apresentava comportamento considerado incomum durante os depoimentos, com divagações sobre atos violentos e atenção a detalhes, o que motivaria um exame de sanidade mental, que não poderá mais ser realizado.




