
BIANCA MORTELARO/HNT
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), classificou como equivocada a posição defendida pelo senador e candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), em relação à proposta apresentada pelo deputado federal e candidato ao Senado José Medeiros (PL) para restringir operações policiais envolvendo candidatos nos seis meses que antecedem as eleições.
Embora tenha se colocado contra a suspensão de operações, Abilio também questionou o momento da deflagração da Operação Heritage, da Polícia Federal, que investiga supostos desvios de R$ 318 milhões e resultou no bloqueio de bens do ex-governador e candidato ao Senado Mauro Mendes (UB) e o deputado federal Fábio Garcia (UB)
“Eu acho que ele [Fagundes] está errado na opinião. Porque pode e deve, se tiver qualquer situação de desvio de dinheiro público durante esse período, a operação deve ser feita em tempo eleitoral ou fora. Agora imagina alguém querer investigar um fato do passado que já não está mais acontecendo, ou não estaria acontecendo, dentro desse período. Apenas para tumultuar o processo eleitoral”, afirmou Brunini, em coletiva de imprensa na quinta-feira (13).
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A manifestação de Abilio ocorreu após as críticas feitas por Fagundes em plenário do Senado Federal, na última quarta-feira (12), contra a ideia de limitar investigações durante o período eleitoral. O senador classificou a proposta como um “absurdo” e afirmou que uma medida desse tipo poderia criar uma espécie de proteção para criminosos.
Para o prefeito, o debate levantado pela Operação Heritage não deveria ser tratado apenas sob a perspectiva de ser contra ou a favor da investigação. Em sua opinião, também é necessário considerar os efeitos políticos que uma operação de grande repercussão pode produzir em meio à disputa eleitoral.
“Eu acho que é um equívoco de interpretação, alguém querendo dominar a narrativa. Falando: ‘ah não, eu sou a favor que investigue. Sou a favor que investigue o Mauro, que investigue todo mundo’. Até o Mauro eu acho que é a favor que seja investigado o mais rápido possível. Agora, há uma diferença entre a investigação e a instrumentalização de um ato político”, declarou.
Abilio também afirmou que operações policiais durante campanhas eleitorais não são, por si só, um problema. Segundo ele, a crítica está relacionada a situações em que determinadas ações possam ganhar caráter predominantemente midiático.
“Tem alguma coisa errada? Investiga, sem problema nenhum. Agora, tem atos que às vezes parecem só para fazer mídia. Tem atos que parecem que é só para fazer ações publicitárias. Mas está tudo certo, não tem problema. Acredito que faz parte do processo. Toda eleição tem isso e essa não precisa ser diferente”, concluiu.
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